Perfil do Negro no Pará será tema de estudo de IDESP e CEDENPA

sexta-feira 22 de junho de 2012

Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará ( IDESP) e Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará ( CEDENPA) assinaram, na tarde desta quinta-feira (21), um termo de Cooperação Técnica para elaboração do perfil da desigualdade racial no Pará.

Segundo os resultados do ultimo Censo (2010), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros e pardos representam 76,76% da população paraense, porém historicamente sofrem com a discriminação da herança escravagista do país e lhes são negados alguns dos direitos fundamentais de cidadania. Por isso, os dados sobre esse segmento precisam ser organizados e analisados.

O estudo terá duração de dois anos e pretende colher informações sobre demografia, saúde, educação, pobreza, mortalidade, mercado de trabalho, renda e habitação a fim de criar indicadores sobre a população negra do Estado e repassar esse conhecimento em linguagem clara e acessível para toda sociedade e para os órgãos públicos, servindo como subsídios para a elaboração de politicas públicas adequadas e outras ações que busquem a equidade racial.

A presidente do IDESP, Adelina Braglia, espera que, a partir desse trabalho, abra-se uma discussão para combater as desigualdades sofridas por essa maioria da população através de políticas que mudem a realidade. “ No Pará, pouco se construiu nesse sentido, espero que o Instituto possa produzir algo que mostre ao governo do Estado os caminhos para a criação de políticas que tenham algum efeito sobre a desigualdade racial”, ressaltou.

De acordo com a Doutora Zélia Amador, uma das fundadoras do CEDENPA, “é muito importante quando um órgão, principalmente do Governo, assume esse tipo de compromisso”, pois, segundo ela o Centro, há tempos, tenta, junto ao IBGE, a desagregação dos dados sobre a população negra do Pará, “no imaginário nacional, os indígenas prevalecem na Amazônia, os negros acabam ficando camuflados, os negros daqui são muito mais invisíveis do que no resto do país”, concluiu.

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Fonte: IDESP

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