Noticiais Nacionais

quarta-feira 2 de dezembro de 2009

Com todas as dificuldades , a nível nacional, o Cedenpa tem se ligado, mais estreitamente , com a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Rede Mocambos , Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). Vale registrar que a nível regional, o Cedenpa tem tido boa aproximação com o IMENA-Instituto de Mulheres Negras do Amapá, com o qual está tentando fortalecer a Rede Fulanas - Mulheres Negras da Amazônia e tem tratado também de operacionalizar o Encontro de Mulheres Quilombolas do Pará.

Há também a histórica ligação com o CCN - Centro de Cultura Negra do Maranhão do qual o Cedenpa recebeu muito apoio durante seus primeiros anos.

Já no âmbito geral e mesmo sendo meio movimento social e meio ONG, Cedenpa participa da Abong-Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais; PAD - Processo de Articulação e Diálogo, este reune movimentos sociais, ongs, igrejas e agências de cooperação internacional.

O Cedenpa também faz parte do FAOR - Fórum da Amazônia Oriental , que comgrega representação de vários Estados da Amazônia, e tem um viés bastante ambiental.

MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL:

REVISITAR  SEMPRE.

Um país como o Brasil, de mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, com uma população beirando a casa dos 200 milhões,  onde metade pode ser considera afro-descendente e onde a heterogeneidade, a diversidade é a tônica em quase  todos os aspectos, o Movimento Negro não poderia deixar de ser diverso. Todas as entidades têm o mesmo objetivo mas geralmente divergem nos caminhos a serem seguidos para alcançá-lo. São centenas de organizações espalhadas pelo país, mas o próprio racismo se incumbe de impedir que consigam congregar e potencializar seus esforços de forma a provocar os impactos políticos que a gravidade da Causa requer. Embora não se possa colocar fronteiras no trabalho dessas organizações, é possível agrupá-las e o fazemos aqui, da seguinte maneira:

 

a) Espaço das agremiações/blocos carnavalescos, grupos capoeira e outros afins–ênfase nas manifestações afro-culturais lúdicas, mas trabalhando também a questão da integração, e/ou auto-valorização  coletiva, geralmente através da educação;

 

b) Espaço  afro-religiosos – procura equalizar as religiões de raízes afro às demais professadas no país;

 

c) Coletivos de mulheres negras - Com ênfase na questão de gênero, mas trabalhando os diversos aspectos da luta;

 

d) Espaço dos Partidos políticos – Trabalha a integração via participação no poder político propriamente dito, com os desdobramentos para o todo social. Há divergências entre negros do mesmo partido sobre a prioridade ou não da luta contra a pobreza (luta de classes) sobre as demais - racismo, machismo, etc;

 

e) Espaço Sindical – Trabalhando a integração, dando ênfase à equalização de oportunidades no mercado de trabalho, inclusive com ações dentro de Centrais Sindicais;

 

f) Espaço Cristão – Buscando garantir a participação igualitária nos espaços da religião cristã e através dela. Algumas se propõe a defender um ecumenismo que contemple as religiões de raízes ‘afro’. Em alguns lugares existem ‘irmandades’ antigas;

 

g)

Espaço Sociedade Civil/Estado – Os Conselhos estaduais e municipais se inserem nesse espaço;

 

h) Espaço de Entidades Ecléticas – Entidades que trabalham  com temáticas múltiplas (políticas públicas, educação, cultura, saúde, terra, trabalho, etc.);

 

i) Espaço das Comunidades Negras Rurais – Ênfase à legalização da terra, mas propondo implantaçào de projetos auto-sutentáveis 

. Atualmente existe uma Comissão Nacional Provisória, cuja  sede no Maranhão;

 

j) Espaço de ONGs propriamente dito – Boa parte dessas organizações  trabalham basicamente na formação de quadros para o Movimento Negro e Assessoria;

 

k) Espaço  mídi’tico - aqui inclui jornais, revistas, programa de rádio ou TV que lidam prioritariamente com a temática negra;

 

l) Espaço Acadêmico – Existem alguns  Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (NEABs)  e alguns Centros de Estudos, como o Afro-Asiático-RJ , 

ligados à diversas Universidades do país;
 

m) Espaço Artístico – Coletivos literários e/ou lítero-musicais que geralmente atuam de forma independente de outras organizações;
 

n) Espaço ‘Coletivo’ – Neste caso cita-se os Fóruns municipais, estaduais e nacionais (aqui se insere, 

por exemplo, a Conen – Coordenação Nacional de Entidades negras) . Esses e os Conselhos são espaços onde tem havido maior esforço de uma convivência com as divergências.
 

o) Espaço do Estado – Aqui se insere os Órgão criados a nível federal, estadual e municipal ( Fundação Cultural Palmares,  Secretaria do Negro, em Belo Horizonte, são alguns exemplos), que a rigor, não devem ser considerados como ‘movimento negro’, pois este se insere nos movimentos sociais.

 

Um aspecto a destacar aqui é que apesar de bastante empanada pelos acontecimentos do ´11 de setembro´ (WTC-USA) , a  Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância (Durban-África do Sul 2001) abriu várias perspectivas para o avanço da superação do racismo institucional . O Cedenpa esteve presente com 4 (quatro)  representantes, sendo uma das três Entidades do Movimento Negro Brasileiro que se pronunciou na plenária pública. O Cedenpa continua ligado à Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB)  e à Coordenação  Nacional de Entidades Negras-Conen.

 

 

Sobre a Marcha do dia 20 de Novembro em São Paulo
Editorial 

Meu caro Zumbi de Palmares:

Bom dia! 

Te passo os informes de como a coisa rolou por aqui no Dia Nacional da Consciência Negra.

Continuamos a luta que você nos ensinou; quilombando aqui e ali 

Quilombando sempre nos espaços urbanos rurais e periféricos e governamentais.

Armad@s com as armas da justiça mostrando que não ficaremos mais calad@s

perante às desigualdades ,injustiças e a falta de compromisso com a população negra. 

Nossa guerrilha tem sido diferente na forma ,porém são iguais os fatos.Na continuação vamos recriando Palmares pelo Brasil afora.

Pois é amigo, não está sendo fácil grana curta ,trabalho muito e às vezes  ainda caímos em algumas emboscadas armadas pel@s

capitães do mato e racist@s  de plantão.

Sobrevivemos!

Traçando o nosso mapa de fuga para não cair nas armadilhas :

Seguiremos a trilha pela implantação da Lei l0.639 ,o combate ao preconceito ,o racismo ,a discriminação religiosa ,a titulação das terras dos remanescentes de quilombos ,cotas em todos os níveis,enfim ,seguiremos caminhando com cautela para garantir os direitos de 49,6% da populaçao sobrevivente.Estamos vigilantes ,já aprendemos a monitorar a astúcia do inimigo e não usaremos as armas de extermínio que utilizam contra nós.

Zumbi, a negrada está lutando em alto estilo, só para você ter uma idéia do que rola aqui no Ayê, nós estamos reivindicando o Feriado Nacional em sua homenagem.Gostou?

Rolando eventos com marchas,passeatas,caminhadas,paradas e muita festa do Oiapoque ao Chuí, Na Alemanha,França,Cabo Verde, olha só Zumbi Internacional..

Pois é meu preto , o tantan da atualidade agora é navegar na internet  .Coisa de pretos,pretinhas.

Avisa para Dandara que as mulheres negras de todo o Brasil estão dando um show de competência na luta pela sobrevivência e guerreando por Políticas de Ações Afirmativas .

Finalizando nosso  papo vitual te comunico:

A coisa aqui tá preta!

Zumbi saiba mais visitando o nosso site www.casadeculturadamulhernegra.org.br .

Ah! a juventude negra manda um beijo procê.

apoio Apoio da Fundação Ford

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