Ideb precisa ser aperfeiçoado e incluir questões sociais e raciais, diz MEC

terça-feira 13 de novembro de 2012

Estudo está em curso para mudar índice e dar melhor diagnóstico da educação no país

BRASÍLIA – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) precisa ser aperfeiçoado e deve considerar variáveis como questões raciais e socioeconômicas para apresentar melhor diagnóstico da educação brasileira. A afirmação é do assessor especial do Ministério da Educação (MEC), Carlos Alberto Ronca, durante o Seminário Internacional Análise dos Fatores Associados nas Avaliações Externas de Larga Escala, realizado nesta segunda-feira (12) pelo movimento Todos pela Educação em parceria com o Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília.

Segundo o assessor, está em estudo pela pasta as modificações no índice para reconhecer informações mais detalhadas da educação do país. O índice foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação.

— O Ideb precisa ser decodificado. Dessa forma, dará um salto enorme para a educação pública no país. Não vai precisar de aluna denunciar problemas na escola ou a professora mostrar que está chovendo dentro da sala de aula — disse Ronca.

O assessor criticou a aprovação, sem alterações, pela Câmara dos Deputados na última terça-feira do projeto de lei do Senado que trata da nova distribuição dos royalties do petróleo. O texto está em análise pela presidenta Dilma Rousseff e não prevê recursos para a educação. — Na hora em que os deputados têm de fazer alguma coisa, eles ficam calados. Eu espero que o pré-sal seja utilizado para a educação. Não basta (tratar) a questão dos recursos, do financiamento, mas estabelecer um regime de colaboração diferente entre estados, municípios e União.

O exame Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) também foi pauta do debate de segunda-feira. De acordo com o membro da avaliação Gregory Elacqua, o exame tem um dos focos na comparação intercultural de estudantes de 70 países avaliados. Entre as metas do programa está o monitoramento de tendências, prover indicadores internacionais e promover o debate público em relação à educação.

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. Em 2009, participaram 65 países e o Brasil ficou em 54° lugar, quando a ênfase foi dada sobre o domínio da leitura. Em 2012, a ênfase será em matemática.

O seminário prossegue até amanhã (14), com a apresentação de experiências exitosas em avaliação do Canadá, Colômbia e México e com a apresentação do painel Introduções Socioeconômicas do Programa Bolsa Família, do diretor do Departamento de Condicionalidades, do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), Daniel Ximenes.

Fonte: O Globo Educação

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